Poucas e ocas coisas
nesta vida sem direção
podem fazer tanto sentido
como este novo amor.
Depois de tantas palavras
proferidas ao léu
eu digo o que amor me diz
de ser feliz ao compartilhar
de ser feliz no olhar.
Depois de tanto esforço,
de ser obtusa e confusa,
é na paz em que me tenho
neste momento glorioso
que eu vejo meu caminho
que mesmo se sigo sozinha
ainda estou em paz,
pois esse amor é meu
e não há quem roube,
ao doa-lo, ainda o tenho,
ele me preenche e conforta,
é eterno, imutável, incondicional.
É pela honra que me toma
pela liberdade e lealdade
que o mundo me vem a tona
com outros seres, diferentes.
Perdoem-me se já não digo
se não me encontram mais
é porque não me vêem
se não me ouvem mais
é porque faço silêncio.
E perdoem-me se já não explico
se já não traço mapas
é que me tenho em mim
eu sei onde me encontrar.
(Ao homem mais livre que eu conheço, que é também o mais bonito e honrado, que me ensinou que as minhas poesias serão sempre minhas, mas que também me ensinou a compartilhá-las)
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